AirCanada e TAM Linhas aéreas finalmente juntas!


Nossa, quanto tempo eu não escrevo aqui! Estava com saudades de escrever e dos comentários e e-mails de vocês que acompanham o Unzip!
Muitas coisas aconteceram de fevereiro para cá e um post será pouco para tantas novidades, mas uma ótima notícia merece uma atenção especial!!!!
Como boa libanesa que sou, (não sei se é mito, mas gosto da idéia de que os árabes são bons no comércio e sabem barganhar!) não vivo sem minhas milhas e os cartões fidelidades de várias empresas. Adoro quando troco por um bom brinde e mais ainda quando posso viajar de graça! (se bem que de graça mesmo não é, mas é quase!!!!).
Divulgando o meu programa de intercâmbio aqui no Brasil eu tenho viajado muito. Diversas vezes eu respondi aos e-mails dos alunos interessados em estudar no exterior graças ao tempo de espera que temos para embarcar! Fui de Norte a Sul do Brasil participando dos Salões do Estudante e feiras de educação e minha grande alegria foi trocar uma passagem de ida-e-volta do sul do Brasil para São Paulo apenas para visitar minha avó! Que delícia!!!!
Para muitos de nós que imigramos, visitar o Brasil faz parte dos planos e muitas vezes se torna inviável devido ao valor das passagens!
Agora, finalmente a AirCanada e a TAM estão unidas (leia aqui)e as milhas de uma empresa poderão ser usadas na outra. Aparentemente o acordo começou a valer em 29 de abril de 2009. Uma funcionária da TAM me disse em Fevereiro de 2009 que ainda não era possível utilizar as milhas da AirCanada para voar TAM pelo fato de que os sistemas ainda não estavam ajustados. Ela me disse que isso deveria acontecer até o final deste ano, mas ao que tudo indica já está funcionando!!!!
Eu acumulei muitos pontos da AirCanada pelas viagens que fiz (São Paulo/Toronto/São Paulo) e por ter o cartão de crédito fidelidade deles e a mesma coisa acontece com a TAM. Ao meu ver, a forma mais rápida de acumular pontos nas cia aéreas são: viajar por elas e usar o cartão de crédito vinculado ao plano fidelidade da cia do seu interesse!
Amei a novidade e espero muito em breve usar as minhas milhas para ir a Toronto e lá trocar novamente os meu pontos acumulados no plano fidelidade da rede de farmácias Shoppers Drug Mart por outro perfume Giorgio Armani Mania, afinal, o que troquei ano passado e economizei CAD 70,00 já está acabando!!!

Entre Brasil & Canadá.


Nosso leitor Felipe quer saber porque optamos por voltar ao Brasil. Eu fiquei de responder, mas não nego que fiquei intrigada em saber onde no blog eu disse que optamos por voltar definitivamente ao Brasil. Entenda, não estou questionando a sua pergunta, apenas fiquei preocupada por ter passado a impressão errada em algum momento. Para responder ao Felipe, que espero continue sempre acompanhando o Unzip, eu reli o Blog atrás do mal-entendido e não achei um post onde eu tenha escrito em volta definitiva, porém achei vários textos onde eu escrevi que nós queremos aproveitar o que há de bom nos dois países.
De qualquer forma Felipe, sua pergunta me fez refletir um pouco sobre algumas questões que realmente angustiam muitos imigrantes (e que eu não bato mais a cabeça para responder já que encontrei minha paz de espírito com algumas respostas):
- Será que vale a pena vender o que tenho no Brasil, juntar toda a minha grana e partir para o Canadá definitivamente?
Para nós, a resposta é: não vale! E por isso mantemos um patrimônio no Brasil para servir de teto todas as vezes que decidimos voltar, em férias, à trabalho ou definitivamente. Essa é a nossa garantia e paz de espírito. Sabemos que sempre teremos um lugar para voltar caso as coisas não aconteçam como gostaríamos. Conversando com um amigo psiquiátra, aprendi que existem duas grandes correntes na psiquiatria sobre o planejamento do futuro e a administração de nossas frustrações e que cada um de nós se encaixa em uma delas. Em uma linguagem bem leiga é o seguinte: a primeira diz que temos que planejar e visualizar o que queremos já que navegar sem rumo nos leva a lugar nenhum (o que se aproxima da teoria de O Segredo) e que realizar o que foi planejado é recompensador; e a segunda que diz que não devemos planejar nada já que o fato de não conseguir realizar o que era almejado nos tráz frustrações (acho que se aproxima com a teoria do 'deixa a vida me levar, vida leva eu...'!).Eu não recomendo que um imigrante que está apostando todas as suas fichas na imigração vá ao Canadá seguindo a segunda corrente, mas ter em mente a segunda corrente é imprescindível para a sobrevivência!
- Será que vamos nos adaptar?
Eu me adaptei rapidinho, ou melhor, eu já nasci adaptada! Sempre fui muito independente e sempre soube e lutei pelo que quero. Não há comida, distância, saudades que me faça mudar de idéia. Minha mãe uma vez me disse que sou 'cabeça-dura' ou teimosa e eu nunca me esqueço da minha resposta: 'a diferença entre teimosia e perseverança é o resultado!'. Você, mais do que nínguem, vai saber se a insistência em viver no Canadá ou no Brasil é teimosia ou perseverança! Nós (eu e marido) não temos o menor problema em ir e vir e repensar nossas escolhas e tomar novos rumos! Só não aceitamos não fazer nada pelo simples medo de errar! Ah, sim, já o marido não se adaptou tão bem, mas nada que o impeça de viver no Canadá. No caso dele, a dificuldade maior é com o idioma. Como publicitário ele é falante e conhece Deus e o mundo aqui no Brasil e lá ele ainda é um peixe-meio-fora-meio-dentro-d'agua.
- Vou conseguir emprego na minha área de conhecimento e atuação. Se sou gerente no Brasil serei também no Canadá?
Não para as duas perguntas. Exceções existem, mas são poucas e você definitivamente pode ser uma delas. Esteja preparado para não ser! Você não é melhor ou pior do que os outros imigrantes, mas a sua área de atuação pode não ter a demanda que têm aqui ou você precisa validar seus diplomas ou precisa voltar a universidade ou precisa provar que realmente sabe o que sabe! Eu fui para a mesma área que atuava no Brasil só que no Brasil eu fui dona da minha própria empresa e atuava ou pelo menos entendia da adiministração ao marketing, da contabilidade as vendas. No Canadá, meu primeiro emprego foi em uma escola de inglês e uma das minhas funções também era orientar os alunos que viajavam. Tenho certeza que fiz diferença na vida de muitos deles e conquistei bons amigos, mas por muito tempo fui tratada como a mais débil de todos os funcionários. Como se eu fosse criança ou estagiária. Não é fácil, mas acontece! Até o dia que decidi tomar as rédias do meu rumo novamente e fui convidada a ser gerente de marketing para os mercados de língua portuguesa de uma escola de idiomas.
- Vou conseguir enriquecer ao imigrar?
Eu ainda não vi isso acontecer. Conheci imigrantes que estão muito bem e muito provavelmente não estariam tão bem assim se estivessem no Brasil, mas tenha em mente que o retorno do que você investiu demora e talvez você não queira ou não consiga esperar. Ah sim! O Canadá não é considerado o país ideal para se construir uma grande fortuna do nada! Ele é considerado um país ideal para se ter uma vida confortável e estável! Para quem já teve a oportunidade de conhecer a agressividade dos americanos para negócios vai achar o canadense demorado e indeciso. Como diz meu marido: no Canadá, para morrer de repente leva-se 6 meses!
- E a pergunta que eu tenho feito para mim mesma e agora para vocês, quando eu encontro um casal de imigrantes: Imigramos por nós ou pelos nossos descendentes? Afinal, ao que tudo indica, sempre é a segunda geração que aproveita melhor o fato de a primeira ter imigrado. A busca por segurança e melhor qualidade de vida é realmente para nós, os imigrantes?
De qualquer forma Felipe, eu estou no Brasil à trabalho e meu marido está em um projeto muito interessante de novas mídias (relacionadas ao projeto 'Cidade Limpa' da cidade de São Paulo), portanto no nosso caso, como eu tenho um contrato de trabalho e uma declaração do meu empregador de que estou no Brasil à trabalho os meus dias aqui continuam contando como se eu estivesse em Toronto. Do marido também, já que é meu dependente nesse caso. Veio ao Brasil para me acompanhar. Eu logo estarei de volta à Toronto e depois à São Paulo novamente! E assim viveremos até recebermos uma proposta para Dubai, Suíça, Chile, Florianópolis, Marte, sei lá...onde a vida levar!
PS: No início do segundo ano em Toronto eu me inscrevi no George Brown College para ter um currículo mais próximo das exigências canadenses. Ainda tenho 2 módulos que vou terminar na minha próxima ida, mas a visibilidade do meu currículo melhorou muito desde que iniciei o curso. Estou desenvolvendo um projeto de coaching e consultoria de imagem coorporativa que tem sido muito interessante, inclusive aqui no Brasil, onde coaching e consultoria de imagem ainda é novidade. Entende o que eu digo sobre aproveitar o que há de bom nos dois países?
(Imagem: istockphoto.com)

E se a grana acabar?! Help!

Você pensou bem, discutiu com seu parceiro(a), familiares, amigos e decidiu embarcar para o Canadá! Passou pelo processo de imigração, foi aprovado. Durante a longa espera, que cada dia está mais longa, você:

  • Leu todos os blogs sobre imigração para o Canadá, inclusive o Unzip!;
  • Estudou tudo o que foi possível sobre as províncias, cidades, política, economia, clima, povo, tudo o que era possível aprender sobre o Canadá para decidir qual seria a cidade de destino;
  • Trocou e-mails com os que já estão no Canadá para obter informações pessoais. Algumas boas e outras ruins, mas todas contribuiram para a sua decisão;
  • Estudou inglês ou francês com vontade!;
  • Economizou tudo o que pode e o que não pode! Se pudesse, venderia a gravata, como fazem em alguns casamentos, só para arrecadar um trocado a mais!;
  • Comprou as passagens, vendeu o que dava, arrumou as 2 malas de 32kg por pessoa ou mandou empacotar tudo e enviou a casa por navio!
  • Chegou e recebeu o tão esperado, educado e caloroso: WELCOME TO CANADA!

Tudo certinho, você se preparou! Fez tudo o que pode para DAR CERTO! Fez até mais do que podia! Chegou confiante que logo começaria a trabalhar e como alguns imigrantes, se não desse para começar a trabalhar na sua área até aceitaria um 'survival' por um tempo, ou não! Tudo certo, certo?
Mas logo que chegou, ou mesmo antes, você descobriu que o seu CV ou Resume não se encaixava nos 'padrões' canadenses. Faz um dos cursos do governo para novos imigrantes e descobriu que a entrevista também seria bem diferente do que você estava acostumado no Brasil. Tudo aprendido, tudo certo e você começa a enviar o seu Resume para todos os potenciais empregadores. Passa um tempo, passa mais um tempo e depois um tempão...e você pagando aluguel, alimentação, e nenhuma ligação! Nesse momento você descobre que não tem a tão falada e (minha opinião) sem noção, experiência canadense (juro que ainda vou escrever um post só sobre isso!). Nesse momento você descobre que o caminho mais fácil é o voluntariado, o CO-OP ou qualquer outra alternativa que possa ser usada como experiência canadense...e você tendo que comer, dormir, vestir...enfim...gastando os seus reais que viraram metade em dólares...
...e aí?! E se a grana acabar?!Quem me ajuda?!
Tenho uma amiga que depois de 10 anos trabalhando em uma empresa canadense, resolveu aproveitar uma oprtunidade para mudar de carreira. Ganhava bem, tinha um boa posição na empresa, mas não se sentia feliz. Conversou com o chefe, foi demitida e viveu 8 meses por conta do governo Canadense enquanto se preparava para a nova profissão. Direito dela, por 10 anos ela contribuiu para o governo e chegou o momento de realizar o sonho da profissão que ama. Os planos não deram muito certo, o dinheiro acabou, part-time ou survival não resolveram o problema dela...quem ajudou?! Daddy? Mommy? Best Friend? ou Social Service?
Conversando com ela, chegamos juntas a conclusão de que, se for para ficar sem grana, que seja no Canadá! Vai ficar sem grana aqui no Brasil! Como disse nosso querido e amado presidente ..."sifu..." (veja o vídeo no final do post).
Fui pesquisar o assunto aqui no Brasil e minha amiga no Canadá. Descobrimos que (comparando Toronto e São Paulo):

  • Em Toronto você se vira bem com os transportes públicos; em sampa você "sifu..." se precisar dos transportes públicos (o metrô é muito limpo mas restrito a algumas áreas);

  • Em Toronto você arruma um 'survival' e não fica com vergonha de nada...é honesto, você pega no pesado mas é relativamente bem remunerado além do que muitos imigrantes passam por isso; em sampa...nossa..."sifu...", pega no pesado e ganha o suficiente para pagar a conduçao!

  • Em Toronto tem o Social Services*, que paga $572,00 para uma pessoa solteira sem filhos que tenha uma renda inferior a $950,00 mensais; Em São Paulo (aqui quero dizer Brasil), tem o Bolsa Família que paga R$62,00 para uma pessoa solteira sem filhos que ganha até R$60,00 mensais...

  • Resumindo: No Canadá, se você se apertar, o governo ajuda, no Brasil..."sifu..."

* Apenas como referência de como funciona a entrevista no Social Services no Canadá. Minha amiga foi ao seguinte endereço:

150 Eglinton Avenue East, Suite 900, Toronto, On
Tel: 416 397 1924

Ela tem 10 anos de contribuição, trabalhou por 10 anos na mesma empresa canadense, ficou 10 meses sem emprego, mudou de cidade e província por 6 meses, onde trabalhou, voltou para Toronto, não conseguiu um emprego na nova área de atuação, aceitou um part time como vendedora em uma loja de decoração mas não conseguiu sobreviver e teve que recorrer a ajuda do governo. As impressões que ela teve foram (textual):

-muito bom
-me deram um cheque de $572,00 em 5 dias
-mas tem que ser qualificado, tipo estar trabalhando mas não ser o suficiente, renda familiar inferior a $1.000,00, etc..
-eles fazem perguntas até da vida pessoal, dá vergonha pra quem sempre deu conta da própria sobrevivência, você se sente incompetente...mas isso depende de cada um, né?!
-não sei exatamente o que qualifica uma pessoa ao benefício
-mas eles falam isso antes da entrevista, que vão fazer perguntas pra ver se você é qualificado
-vale a pena tentar
-eu fui

Fica a dica. Acompanhando minha amiga, que é muito competente, que tem domínio do inglês invejável, que também é fluente em espanhol, que tem 1 década de experiência canadense mas ainda assim é jovem e que infelizmente teve seu momento de dificuldade e foi obrigada pela situação a pedir ajuda ao governo, cheguei as seguintes conclusões: 1) ninguém está livre de passar por dificuldades; 2)Melhor passar por isso no Canadá pois no Brasil...sifu!



Wish you a Merry Christmas and a great Boxing Day!

Ano passado (2007) o nosso Natal teve cara de Natal dos filmes de hollywood. Estava frio, a neve já caía, as ruas estavam decoradas, a árvore mais linda que eu já vi estava no Eaton Centre (a árvore de Natal da Swarovski). Teve a parada do Papai Noel e guerra de neve na rua. Teve troca de presentes e um banquete feito pelo nosso querido amigo e chef de cozinha Aguinaldo.
Este ano foi muito diferente, o calor passava dos 30 graus, as árvores de Natal em alguns lugares também são lindas mas não chegam perto de algumas que vi ano passado e a troca de presente teve gosto de crise econômica. Assunto na pauta deste ano, tanto aqui na terra do sol e calor como aí, na terra do frio e neve! Dizem que a crise não chegou aqui e que recessão é uma palavra maldita, mas os economistas são categóricos em dizer que a recessão vai bater forte aqui e que a recuperação pode demorar 18 trimestres...como eu não sou economista eu só posso dizer que as principais ruas de consumo popular de São Paulo estavam lotadas, que de hora em hora os estoques das lojas foram abastecidos pelos caminhões que tanto atrapalham o trânsito da cidade e que não faltou presente embaixo das árvores.
Ano passado também foi o ano de uma nova experiência Natalina para nós: O Boxing Day! O dia Canadense da compra com desconto! A Visa Canada reportou que os canadenses gastaram em torno de $ 2 bilhões no ano passado, uma média de $ 328,00 por comprador. Algumas dicas dadas pela CTV para aproveitar o máximo do Boxing Day são:
  • Compare os flyers das lojas para saber os preços e organizar seu itinerário de compras;
  • Faça uma lista do que você quer comprar e tenha certeza de priorizar;
  • Verifique a política de devolução que está sendo praticada pela loja para o Boxing Day. Muitas coisas não podem ser devolvidas e são consideradas 'final sale';
  • Faça uma análise financeira pós Natal para saber quanto você ainda pode gastar dentro do seu orçamento;
  • Compre em dinheiro! Pessoas que compram com cartão de crédito tem a tendência a gastar 30% mais do que o previsto;
  • Vale a pena? Verifique o preço que você pagaria normalmente. Não compre apenas pelo prazer de comprar;
  • Compre aquele item que você paquerou o ano todo e não pode comprar antes da promoção;
  • Verifique a disponibilidade do produto mesmo antes de sair de casa. Se o preço é bom de mais para ser verdade e o flyer ou website da empresa não menciona a quantidade disponível do item desejado, é bem possível que ninguém vá conseguir comprá-lo simplesmente porque ele nunca esteve disponível!;
  • Se a compra for on-line, pesquise também nos sites americanos. Muitas vezes mesmo com as taxas e tarifas cobradas os preços ainda são inferiores por lá!;
  • Dê uma segunda rodada. Boxing Day pode parecer uma promoção de apenas 1 dia mas a verdade é que muitas lojas continuam com descontos em Janeiro e meio de Fevereiro para limpar o estoque para os itens da primavera;
  • Mesmo em promoção, barganhe! Você só tem a ganhar. Nas lojas grandes de rede é mais difícil a prática da barganha mas nas pequenas lojas isso pode funcionar muito bem!;
  • Vista-se para a ocasião. Horas de compras pedem um sapato confortável. Se for possível, deixe os casacos pesados no carro. Se as crianças forem com você, leve doces ou barras de cereal para enganar a fome. Leve algo para ler para distrair-se enquanto espera na fila do caixa ou do provador. (bem Canadense esse conselho, hein?!)

Para aqueles que não conseguem ficar sem comprar no Boxing day ficam as dicas, para os que , como eu, preferem um bom filme e a compania daqueles que ama, um Feliz Natal!

PS: Particularmente, eu e meu marido achamos o Boxing Day um teste de paciência. Fomos conhecer apenas por ser uma novidade. O preços não eram melhores dos que encontramos ao longo do ano. O que mais estressa nesse dia são as filas, falta de educação, empurra-empurra, etc! Uma boa forma de medir o seu QE!

Brazil X Canada - Money Matters!

São inúmeras as razões que fazem um brasileiro, ou qualquer outro imigrante mudar-se ou não para o Canadá. Sei que uma delas e talvez tão importante quanto a segurança, é o dinheiro. O que me lembra uma expressão que sempre me deixou intrigada: Money talks!

Infelizmente essa é uma grande verdade. Não conheço os quatro cantos do mundo (se é que o mundo tem cantos), mas acredito ser uma verdade universal. Um pouco mais de colorido em um país do que outro, mas quem nega? Money talks!

Após 1 ano e meio morando no Canadá, sem ter que pagar plano de saúde e com um excelente médico de família, que para a nossa sorte, tem seu consultório a 2 quadras do nosso apartamento, foi que levei o grande choque do plano de saúde no Brasil!

Quando visitamos a terrinha por apenas 2 meses decidimos que não faríamos plano de saúde. Nada nos aconteceu, por sorte, e por isso não podemos avaliar o atendimento pago pelo governo do Brasil e o do Canadá.
Desta vez estamos a trabalho e vamos ficar mais tempo e por este motivo decidimos que deveríamos voltar a pagar o plano de saúde por aqui. Mesmo que o mais simples, que cubra uma emergência por exemplo. Sabíamos que barato não seria, mas ainda assim é mais barato do que pagar um atendimento particular. Uma consulta particular em Campinas (SP) não sai por menos de R$ 280,00.

Procuramos o hospital que tem um excelente atendimento e um plano de saúde com preços até que acessíveis. Sou associada a este plano desde 1976. Cancelei apenas por 1 ano e meio, por causa da mudança. A volta foi como um cliente qualquer. Cumprir todas as carências sem choro nem vela!
Tudo bem! Não vou precisar mesmo! Se Deus quiser!

45 dias e R$ 580,00* a menos depois, precisei ser atendida no pronto socorro do hospital. Assim que entrei fui prontamente atendida, demora de 5 minutos e lá estava eu sendo atendida pelo médico. Como o caso era relativamente sério e os remédios não estávam fazendo efeito, fui encaminhada para fazer um exame e logo recebi uma visita de uma responsável pela parte administrativa do hospital. Como ainda tinha que cumprir a carência para exames complexos, eu teria que pagar R$ 150,00 pelo exame. Sinceramente, com a dor que eu estava, eu pagaria o que eles me pedissem! E os hospitais sabem disso, ou não!?

Mas a moça foi muito gentil e disse que como eu sempre fui associada ao hospital ela liberaria o exame e nós poderíamos pagar no dia seguinte. Ótimo! Nada como um bom histórico e um pouco de conhecimento! Afinal, meu avô foi sócio-benemérito do hospital (carteira número 6)! Quase um fundador!

Tudo ótimo se eu não estivesse com dores insuportáveis. Após o exame, chegou-se a conclusão de que eu deveria ser internada para passar por um procedimento cirurgico. O médico plantonista, com a delicadeza de um elefante, deixou bem claro que eu não seria internada se não deixasse um cheque de...adivinha...de...R$ 20.000,00! Isso mesmo! Você não leu errado não! R$ 20.000,00! Maravilha! Para quem não tem opção...faça o cheque e depois corre atrás, certo?!

Assim foi feito e todo o procedimento e internação correram muito bem! 20 minutos depois eu já estava no quarto (que só de hotelaria custou mais de R$ 600,00 por diária - nem hotel de luxo, hein?! Fala sério!) e no dia seguinte, bem cedo, recebi a visita do meu querido médico, que voltou de viagem para me atender e me operar. Ele me deu alta.

Das 8:00 da manhã até às 3:00 da tarde, do dia que recebi alta, o maridão, incansável, gastou todo o seu português e latim com a diretoria do hospital para entender o porquê do pagamento. Eu dei entrada no hospital como emergência e já tinha cobertura para isso! Após muita conversa e argumentação o hospital devolveu o cheque e pagou todas as despesas pelo plano de saúde!

Alívio geral da nação, mas a sensação de que o dinheiro é muito mais importante que a saúde ou a vida de alguém ficou clara e cristalina! Apenas no dia seguinte a minha internação, quando o departamento comercial abriu, foi que meu marido provou que nós tínhamos direito a cobertura pelo plano! E aí?! Se o cheque não fosse dado eu ficaria sem atendimento?! Eu morreria na fila?! Eu seria mandada para casa?!

Para os que estão preocupados com a minha saúde, fiquem tranquilos! Foi apenas um susto! Estou ótima e recuperada! Próxima semana terei um retorno com meu médico, pago pelo plano!

Para os que estão preocupados com o futuro da saúde no Brasil, fiquem mesmo! Somos a cópia perfeita dos EUA! Não tem plano de saúde...que pena...tenha muita fé!

MONEY TALKS HERE!!!

*R$ 580,00 é o valor mensal do plano de saúde para nós dois.