Show da Maria Farinha...imperdível!


Eis aqui um daqueles exemplos de imigrantes de sucesso, ou melhor, pessoas de sucesso, seja imigrante ou não.
Falei da Maria Farinha (excelente cantora de Jazz e Bossa Nova) anteriormente aqui no Blog, e disse que ela merecia um post especial. Não encontrei oportunidade melhor do que uma semana antes da sua apresentação no Harborfront Centre.
Maria Faria irá se apresentar no dia 16 de agosto às 2:00pm, aqui em Toronto, na 235 Queens Quay West.
Eu sempre vou me sentir conectada à Maria, mesmo morando longe. Maria e sua família sempre serão parte de nossa história de imigração. Nossas histórias cruzaram durante a angustiante etapa da espera dos passaportes e eu ficava doida para receber os e-mails dela com novidades sobre o processo, já que ela havia aplicado um pouco antes de nós. A Maria chegou uma ou duas semanas antes de nós e se instalou ao Norte de Toronto (fica fria Maria, não vou dar o seu endereço, senão sua casa lota de fâs). No início ela não parecia muito animada com o novo país adotado, pois ela já havia tido uma ótima temporada nos EUA, mas o país adotivo está muito entusiasmado com ela e, acredito eu, a recíproca é verdadeira, hein Maria?!
Nosso último encontro foi super bacana. Nós (eu e maridão) fomos convidados por um amigo Canadense para almoçar em um restaurante brasileiro. Ele queria nos apresentar sua esposa, brasileira que acabava de chegar em Toronto e não conhecia ninguém. Aproveitamos para chamar um casal que mora perto e assim formarmos um pequeno grupo. Logo uma outra amiga apareceu, pura coincidência, pensamos. Garçon, mais uma cadeira, por favor! Dez minutos depois, a Maria e família apareceu! Não existem coincidências na vida, pensamos! Garçon, mais 3 cadeiras, please! Foi uma delícia de almoço e acho que o pequeno restaurante nunca havia recebido uma mesa tão animada!
Fica aí a dica! Nós estaremos por lá!
See you on Saturday, Maria!

Projeto: Somos imigrantes!

Depois de muito tempo sem escrever, volto com muitas novidades.
Antes das novidades, porém, quero agradecer a todos vocês que reclamaram da falta de post! Cláudia, muito obrigada pelo comentário. Estou de volta e nem curti o verão tanto assim! Work tem sido meu nome e overtime o sobrenome. Tocando mais de um projeto profissional de uma só vez em áreas distintas eu só consigo pensar em não fazer nada nas poucas e raras horas que tenho para curtir minha casinha e meu maridão. Apesar disso, estou começando um novo projeto: O Blog: Somos Imigrantes
A idéia do Blog surgiu depois de uma entrevista que vi no Jô Soares sobre o Museu da Pessoa, onde qualquer pessoa pode dar seu depoimento, gratuitamente, sobre qualquer história de vida. Isso agora pode parecer bobagem mas no futuro será uma referência. Meu projeto pretende manter viva a memória dos imigrantes.
Não perca a história completa do meu bisavô e da minha avó. Além da sua, de algum parente, de um amigo...
Conto com a sua colaboração. Para participar, mande sua história para: somosimigrantes@gmail.com

Quando tudo vai mal, alguém vê uma oportunidade!


Sou uma pessoa otimista por natureza e acredito que em toda crise existe uma oportunidade, mas não havia pensado que o aquecimento global pudesse ser bom para as importações/exportações, principalmente para países como Canadá e USA.
Apesar do cenário trágico do aquecimento global, o derretimento das geleiras do Ártico está criando novas rotas marítimas no Pólo Norte.

O aquecimento global diminui as barreiras de gelo. Com isso, surgem novos caminhos para a navegação.
A passagem Noroeste sobre o Canadá, que costumava ter apenas 2 meses de rotas navegáveis, hoje se abre ao transporte marítimo por até 5 meses, o que viabiliza o transporte marítimo. Com a nova rota, a distância entre Nova York (EUA) e Yokohama (Japão), cai de 22 mil KM para 18 mil KM e estima-se que o custo do frete pode cair em até 30%.
Lógico que o impacto do aquecimento global é brutal, não apenas para o planeta como também para a econômia, mas como disse no início, tem sempre alguém que encontra uma oportunidade na crise.

PS: Daniel Guidoni: Não moramos em Montreal e infelizmente ficamos muito pouco tempo por lá. Adoramos a cidade e fomos muito bem recebidos em inglês, o tempo todo. Tenho uma tia que mora lá há anos e disse que, apesar de ser fluente em Francês, ela usa apenas o inglês no dia-a-dia, inclusive no trabalho. Diz ela que nem todos falam Francês. Tenho dados interessantes sobre os idiomas que devo publicar logo em um próximo post. Aguarde! Obrigada pela visita ao Blog.

Trazendo remédios para o Canadá - Quick Guide



Sempre que brasileiros deixam o Brasil com destino a países que restringem a venda e o uso de medicamentos sem receita médica, o nosso doutor interior, que todo brasileiro tem (afinal, diz o ditado: de médico e louco todos tem um pouco, ou seria, todo brasileiro tem um pouco?) fica angustiado e a pergunta, como vou levar minha farmacinha (que regra inclui: antiinflamatório, antibiótico, entre outros) para o Canadá, sem ter problemas?

Uma das opções (o que eu não faria): colocar sua farmacinha na mala e rezar que os oficiais da imigração não verifiquem sua bagagem. Já disse aqui no Blog que nunca fui parada na alfandega, nem quando voltei com malas em excesso, mas isso nunca me fez arriscar a trazer ou levar itens proibidos.

Outra opção é trazer o mínimo possível de medicamentos e seguir alguns procedimentos.

No meu caso, eu comprei 2 caixas de anticoncepcional além da cartela que eu já estava usando. Junto com as cartelas eu trouxe a receita médica em português e em inglês. (Explico: meu médico viaja muito e vem bastante para o Canadá e sabia como proceder. Ele anotou a substância genérica, o que facilitaria identificar o que eu estava carregando, e também a finalidade do medicamento - isso deu um pouco de trabalho a ele e não sei se todos os médicos no Brasil estão dispostos a fazer isso). Trouxe 2 cartelas + a que estava usando pois sabia que a carência aqui é de 3 meses mas recomendo as mulheres que usam anticoncepcional a comprar umas duas cartelas a mais. Até você achar um médico, chegar sua carteira do OHIP, achar a marca que tenha os mesmos hormônios, etc...demora!

Trouxemos também antiinflamatório, antibiótico, antialérgico, e um ou outro remédio que tomamos as vezes e que aqui é um drama para conseguir.

Assisti recentemente a uma palestra sobre as regras da alfândega e descobri que é mais fácil ter problemas por causa de um vidro de xarope, que é muito usado por traficantes de drogas (não sei muito bem porque) do que um antiinflamatório. Disse o oficial, que dependendo da quantidade de xarope, é bom você estar com muita tosse mesmo!

Alguns medicamentos não são liberados no Canadá mas são nos EUA ou Brasil. Um deles é a dipirona, que é amplamente usada no Brasil (conhecida por Cibalena). Esta substância não é vendida no Canadá. Por ser proibido aqui, logicamente você não pode trazer.

Traga a receita médica original e uma cópia. Coloque as cópias junto com a sua farmácia e a original com você, com acesso fácil em caso de necessidade de entregar para o oficial.

Via de regra, evite trazer remédios. Muitos vão acabar vencendo e se você realmente precisar, seu médico de família ou walk-in clinic vai resolver seu problema e se for um caso realmente grave, corra para a emergência do hospital mais próximo da sua casa. Trazendo remédios, não viole as caixas dos remédios que você não está tomando e traga a receita médica com você.

Viva a violência!

A violência engorda indústrias de armamentos, blindagem de carros, alarmes para imóveis residenciais e estabelecimentos comerciais, o bolso dos seguranças particulares e dos vigias de ruas, fabricantes de câmeras de segurança, aumenta a venda de seguros de carros e também o preço dos mesmos e como vimos no filme Tropa de Elite, o bolso dos policiais corruptos (quem não assistiu ao filme, eu recomendo, mas não antes de deitar!).

Eu já havia pensado em como a violência é interessante para determinadas indústrias e comércios e já havia debatido a questão com amigos e até chegamos a conclusão, depois de muito divagar e não chegar a lugar algum, que existe uma indústria que financia a violência. Lógico que não poderemos provar nossa teoria da conspiração e também esquecemos o assunto, que foi debatido acompanhado de algumas garrafas de vinho.


Nunca pensei, porém, que a violência pudesse inspirar benefícios oferecidos por empresas no Brasil a seus executivos até o dia que li a seguinte nota (Revista Você S/A - Maio 2008 - edição 119):

- A segurança passou a ser um dos principais benefícios oferecidos para executivos por empresas nacionais e multinacionais que atuam no Brasil. Há 3 anos, 30% delas tinham políticas específicas de segurança. No ano passado, o percentual subiu para 44%. O item de segurança mais usado são os carros blindados. -


Lógicos que os carros blindados oferecidos não são tão poderosos como o da foto acima!


Agora, não posso negar que fiquei ainda mais surpresa quando percebi que a violência está presente também na Casa Cor 2008 em São Paulo. A cadeira blindada ganhou destaque por sua originalidade!


Sinceramente, eu detestaria sentar aí...teria a impressão que morri e não fui avisada!